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COMISSÃO CULTURAL E HISTÓRICA | Literatura
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Literatura |
A |
Panorama geral |
Bélgica |
Autores Belgas |
| Luxemburgo |
em breve |
B |
Personalidades em destaque |
em breve |
A. Panorama geral
Bélgica
Sendo a Bélgica um país majoritariamente bilíngüe, alguns afirmam que não é possível identificar uma literatura belga como tal. De fato, os autores flamengos são freqüentemente associados aos autores neerlandeses e os autores de língua francesa aos da França. Porém, parece um pouco simplista descartar a noção de uma literatura belga por conta da divisão lingüística. Vários autores flamengos escreveram em francês e passaram grande parte de sua vida fora de Flandres ou da Bélgica, como Emile Verhaeren ou Maurice Maeterlinck. Por outro lado, numerosos Belgas de expressão francesa provêm originalmente de famílias de língua neerlandesa, especialmente em Bruxelas, como Jacques Brel. Por isso, é preciso adotar uma perspectiva histórica para abranger a literatura da Bélgica com toda sua especificidade. A Bélgica atual, pelo menos em termos de fronteiras, nasceu em 1830, quando se estabeleceu como estado de língua francesa em oposição ao regime orangista holandês. A educação era, portanto, essencialmente feita em francês, também com o intuito de afrancesar as classes sociais superiores e médias, para depois afrancesar as massas populares. A literatura belga de língua francesa que se desenvolveu a partir deste período conheceu diferentes fases. Durante a primeira, de 1830 até o final da Primeira Guerra Mundial, em 1918, a maioria dos escritores não hesita em afirmar, pelo estilo, a linguagem e os temas, a sua “belgitude”, ou seja, seu sentimento de pertencer a uma Bélgica com suas próprias características, que a diferenciam dos outros países. Durante a segunda fase, que começa no início do século XX, os autores preferem adotar uma atitude mais “francesa”, respeitando as recomendações da Academia Francesa de Letras, e contando histórias universais. Desde os anos 60, a primeira fase voltou a ter bastante sucesso entre alguns autores, e agora coexiste com a segunda. Quanto à literatura belga flamenga, ou seja, literatura em língua neerlandesa escrita por autores vivendo em Flandres, é quase inexistente durante muito tempo, porque o neerlandês é voluntariamente mantido no estágio de dialetos regionais sem verdadeira forma escrita normativa. Isso evitava uma “contaminação” do povo pelas obras escritas vindas da Holanda. Até o século XX, o flamengo permanece uma língua (ou dialeto) popular, e a língua falada pela elite flamenga é o francês. Os escritores flamengos são muito lidos na Holanda, e vice-versa. Entre os grandes nomes da literatura flamenga podemos citar Hugo Claus, Kristien Hemmerechts, Tom Lanoye e Geert van Istendael.
Autores belgas
Gérard Adam
Nascido em Onhaye em 01/01/1946. Mora no Congo belga de 1952 a 1954. Estudos de medicina nas Universidades de Liège e de Bruxelas. Médico militar na Alemanha (1971-1973 e 1977-1979) e no Zaire (1973-1976). Operações Kolwezi (Zaire) e Moving Star V (Bósnia). Médico Chefe da Escola Militar Real. Formações complementares em acupuntura (Associação francesa de Acupuntura, Paris) e medicina das catástrofes (Universidade livre de Bruxelas).
Bibliografia • L'arbre blanc dans la forêt noire, La Longue vue e Arcantère, Bruxelas e Paris, 1988, reedição Labor, Coll. Espace Nord, Bruxelas, 2004 • Le mess des officiers, La Longue vue, Bruxelas, 1991 • La lumière de l'archange, Luce Wilquin, Lausanne e Dour, 1992 • Le chemin de Sainte-Eulaire, Luce Wilquin, Lausanne e Dour, 1993 • Pèlerinage aux Pays intérieurs sur 26 tableaux de Monique Thomassettie, Le Snark, Bruxelas, 1993 • Mama-la-mort et Monsieur X, Luce Wilquin, Avin, 1994 • La chronique de Santici, Luce Wilquin, Avin, 1995 • La route est claire sur la Bosnie, Luce Wilquin, Avin, 1995 • Marco et Ngalula, Luce Wilquin, Avin, 1996, Labor, reedição Bruxelas, 1999, reedição Éditions Labor, coll. Espace Nord Junior, Bruxelas, 1999 • Le cauchemar de l'ex-Yougoslavie, Éditions de l'Université libre de Bruxelles, 1996, em L'Ange exterminateur • Le vol de l'oiseau blanc, Luce Wilquin, Avin, 1997 • Les chants des Wallons, Editions Chouette Province, Marche-en-Famenne, 1998 • La croisée des chemins, Luce Wilquin, Avin, 1998 • Mes voyages en France et en Belgique, Sarajevo, 1999, documento traduzido do bósnio com o autor Esad Bucuk • L'amour, les pommes, de Marjan Gruban, histórias traduzidas do servo-croata, [tradução de], Mode Est-Ouest, Bruxelas e Sarajevo, 2000, com Spomenka Dzumhur • Le bâtisseur, de Meliha Koco, poemas traduzidos do servo-croata, [tradução de], Bibliotheka Posebna Izdanja, Sarajevo, 2000, com Spomenka Dzumhur e Esad Bucuk • L'impasse de la renaissance, Luce Wilquin, Avin, 2001 • La Mort au Musée d'Art moderne, Bruxelas e Zenica, 2003, histórias de Alma Lazarevska traduzidas do bósnio com Spomenka Dzumhur • Foyer de Paroles, 2006, de Tomislav Dretar, poemas traduzidos do croata com o autor.
André-Marcel Adamek
Nascido em Gourdinne em 03/05/1946, ele teve vários empregos, entre os quais steward num barco, criador de cabras, diretor de impressora, editor, enquanto perseguia seu trabalho de escritor. Vários de seus livros foram traduzidos em uma dezena de idiomas.
Bibliografia • Oxygène ou les Chemins de Mortmandie, La Francité, 1970 • Un imbécile au soleil, Luneau-Ascot, 1983, reedição Bernard Gilson, 2006 • La couleur des abeilles, Bernard Gilson, 1993 • Le maître des jardins noirs, Bernard Gilson, 1993, reedições em 1995 e 1998, reedição Labor, Coll.Espace Nord, 2004 • L'oiseau des morts, Bernard Gilson & Le Castor Astral, 1995, reedições Bernard Gilson, collection Micro-romans, 1997 e 1999, Labor, coll. Espace Nord, 2006 • La fête interdite, Bernard Gilson & Le Castor Astral, 1997, reedição Castor Astral em 1998, Libris Grands Caractères em 1998, Bernard Gilson, collection Micro-romans em 1999 e 2000, Labor, coll. Espace Nord em 2005 • Le fusil à pétales, Duculot (1975) e reedição Labor, 1997, Espace Nord • Le plus grand sous-marin du monde, Bernard Gilson & Le Castor Astral, 1999, reedição Bernard Gilson, collection Micro-romans em 2001 • Oeuvres choisies, Renaissance du Livre, 2000, Les maîtres de l'imaginaire • La grande nuit, Renaissance du Livre, Tournai, 2003, reedição Labor, coll. Espace Nord em 2004 e 2005 • La couleur des Abeilles, Éditions Castor Astral, 2005, reedição • Retour au village d'hiver, Labor, 2006, coll. Espace Nord
Johan Anthierens
Nascido em 22/08/1937 em Machelen e falecido em 20/03/2000 em Dilbeek, era um jornalista, publicitário, crítico e escritor de língua flamenga, que lutou por uma Flandres livre do clericalismo e das derivas fascistas.
Bibliografia (seleção) • 1976 De flauwgevallen priester op mijn tong: vijftien op prijs gestelde Ooggetuige-kronieken, Knack - jaargang 1975. Walter Soethoudt, Antwerpen. • 1986 Het Belgische domdenken: smaadschrift, Kritak, Leuven. • 1990 Brief aan een postzegel: kritisch koningsboek, Kritak, Leuven • 1992 Willem Elsschot. Het Ridderspoor, Kritak, Leuven. • 1993 Tricolore tranen: Boudewijn en het augustusverdriet, EPO, Berchem. • 1995 Vaarwel, mijn 1995, EPO, Berchem. • 1995 Zonder vlagvertoon, Van Halewijck, Leuven • 1996 De overspannen jaren. Opgetekend van 1960 tot 1996 (met Gerard Alsteens), EPO, Berchem. • 1996 De IJzertoren. Onze trots en onze schande, Van Halewijck, Leuven. • 1998 Jacques Brel. De passie en de pijn, L.J. Veen, Amsterdam.
Pieter Aspe Christine Aventin Roger Avermaete Albert Ayguesparse André Baillon Jan van Beers Jean Lemaire de Belges Herman Brusselmans Jean-Baptiste Baronian France Bastia Henry Bauchau Béatrice Beck Christian Beck André Beem Alain Berenboom Charles Bertin Philippe Blasband André Blavier Louis Paul Boon Alain Bosquet Madeleine Bourdouxhe Elisa Brune Constantine Bruno, Baron Kervyn de Lettenhove Sophie Buyse Michel Camus Maurice Carême Achille Chavée Hugo Claus Hendrik Conscience Gaston Compère Dominique Costermans Alexis Curvers |
Johan Daisne Francis Dannemark Jean-Baptist David Max Deauville Serge Delaive Charles De Coster Xavier Deutsch Jean d'Osta Christian Dotremont Yves De Wolf-Clément Pierre de Decker Thomas Dretart Philippe Ebly Georges Eekhoud Max Elskamp Willem Elsschot Koenraad Elst Paul Emond François-Xavier de Feller Roger Foulon Pascale Fonteneau Anne François Louis Prosper Gachard Jean Guillaume Jef Geeraerts Marie Gevers Guido Gezelle Michel de Ghelderode Iwan Gilkin Albert Giraud Ivan O. Godfroid Guy Goffette Maurice Grevisse Julie Guerlan Irène Hamoir Jean Van Hamme Alain Hertoghe François Houtart Xavier Hanotte Jacqueline Harpman Franz Hellens Kristien Hemmerechts |
André Henri Constant van Hasselt Arthur Haulot Emmanuel Hiel Geert van Istendael Armel Job Lieve Joris René Kalisky Caroline Lamarche Hubert Lampo Tom Lanoye Charles Lecocq Camille Lemonnier Jean Louvet Constant Malva Maurice Maeterlinck Françoise Mallet-Joris Félicien Marceau Dominique Massaut Arthur Masson Philippe Mathy Jacques Mercier Pierre Mertens ELT Mesens Henri Michaux Albert Mockel Marcel Moreau Erwin Mortier Jean Muno Françoise Nimal Géo Norge Paul Nougé Amélie Nothomb Colette Nys-Masure Jean-Luc Outers Thomas Owen Clement Pansaers Edmond Picard Octave Pirmez Jean-Marie Piemme Charles Plisnier
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Paul Émile de Puydt Marc Quaghebeur Jean Ray Georges Rodenbach Rossano Rosi John of Ruysbroeck Pierre Ryckmans Eugène Savitskaya André Schmitz Louis Scutenaire Georges Simenon André Souris André Stas Stanislas-André Steeman Jacques Sternberg Placide Tempels Jan Theuninck Monique Thomassettie Marcel Thiry Felix Timmermans Bernard Tirtiaux Jean-Philippe Toussaint Jean Tousseul Raoul Vaneigem Charles Van Lerberghe Jacob van Maerlant Paul van Ostaijen Roger Van Rogger Émile Verhaeren Jean-Pierre Verheggen Henri Vernes Cyriel Verschaeve Eugène Van Bemmel Arthur Van Gehuchten Marianne van Hirtum Raoul Vaneigem Francis Walder Isabelle Wéry François Weyergans Jan Frans Willems Paul Willems Marguerite Yourcenar |
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