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COMISSÃO CULTURAL E HISTÓRICA | Cinema
Cinema
A. Panorama geral
Bélgica
Uma pequena história do cinema na Bélgica A primeira apresentação pública de cinema na Bélgica acontece em 1eiro de março de 1896 na Galerie du Roi, em Bruxelas. Após isso, uma intensa atividade cinematográfica se desenvolve rapidamente, dominada pelo industrial do cinema francês Charles Pathé. Nos anos 1910, um de seus colaboradores, Alfred Machin, instala um estúdio de produção na periferia de Bruxelas. Alguns de seus filmes foram conservados na Cinemateca Real da Bélgica. Hippolyte De Kempeneer é o primeiro produtor belga, responsável por obras interessantes até a destruição de seu estúdio, em 1923, por um incêndio. Nos anos 1930, dois cineastas belgas, Charles Dekeukeleire e Henri Storck, experimentam novas formas de expressão ofertas pela 7a Arte. Com André Cauvin e Gérard De Boe, eles formam a famosa Escola documentária belga. Enquanto isso, o filme sonoro faz sua aparição. Cineastas como Gaston Schoukens e Jan Vanderheyden usam essa nova técnica para filmar obras literárias clássicas e populares. O filme de animação belga começa a ter excelente reputação. Porém, as tentativas de criar uma verdadeira produção de filmes não fazem muito sucesso. A partir dos anos 1960, Raoul Servais recebe vários prêmios internacionais, inclusive a Palma de Ouro em Cannes em 1971 para “Harpya”. O cinema belga é subvencionado a partir de 1964. A partir de então, os filmes têm mais chances de ver a luz do dia. Uma tradição se desenvolve com as obras de André Delvaux (Un soir, un train), Roland Verhavert (Pallieter), Hugo Claus (Les Ennemis) e Harry Kumel (Malpertuis). Vários cineastas desta nova geração permitem que a produção belga, ainda modesta, se destaque nas manifestações cinematográficas internacionais. Nos anos 1980, Marc Didden (Brussels by Night), Marion Hänsel (Dust), Robbe de Hert (Zware Jongens), e Chantal Akerman (Golden Eighties) são os realizadores mais representativos de uma nova safra de novos talentos.
O cinema belga hoje Nos anos 90, o cinema belga conhece um crescimento sem precedentes e recebe várias recompensas : C'est arrivé près de chez vous em 1992 com Benoît Poelvoorde, ganha o Prêmio do Público em Cannes; Antonia (1995) de Marleen Gorris, recebe o Oscar de melhor filme estrangeiro; Pascal Duquenne, Natacha Régnier, Emilie Dequenne e Olivier Gourmet recebem a Palma de Ouro de melhor ator ou atora em Cannes, respectivamente em 1996, 1998, 1999 e em 2002. Finalmente, os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne recebem duas vezes a Palma de Ouro em 1999 com Rosetta e em 2005 com L'Enfant.
Os filmes produzidos na Bélgica são geralmente realizados com orçamentos reduzidos. Os cineastas mais representativos dos últimos 15 anos são:
- Stijn Coninx : Daens, Licht
- Jean-Pierre e Luc Dardenne : La Promesse, Rosetta, Le Fils e L'Enfant
- Dominique Deruddere : Wait Until Spring Bandini, Iedereen beroemd
- Gérard Corbiau : Le Maître de musique, Farinelli, Le Roi danse
- Jaco van Dormael : Toto le héros, Le Huitième Jour
- Lieven Debrauwer : Pauline et Paulette.
Excelentes atores belgas também marcam o mundo do cinema: Jan Decleir, Dora van der Groen, François Beukelaers, Gene Bervoets, Cécile de France, Jérémie Renier, Michaël Pas, Antje de Boeck, Marie Gillain, Josse de Pauw... As escolas de cinema belgas são de grande qualidade e conquistaram uma reputação de nível europeu: o INSAS (Bruxelas), o IAD (Louvain-la-Neuve), o Instituto Herman Teirlinck (Antuérpia), o RITS (Bruxelas)... Finalmente, a Bélgica organiza cada ano numerosos festivais dedicados à 7a Arte: o festival do filme de amor de Mons, o festival do filme fantástico de Bruxelas, o festival de filmes de Gand, de Namur, o festival de curta-metragem de Bruxelas...
Luxemburgo
B. Personalidades em destaque
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